Google+ tem boas ideias, mas falta o ‘plus’

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O Google apresentou nesta terça-feira o Google+, mais novo e ambicioso projeto para desbravar terrenos sociais na internet. O serviço, projetado para que o usuário compartilhe conteúdos com contatos previamente escolhidos (os tais círculos de relacionamento, propostos pelo mecanismo), acerta ao reproduzir recursos desenvolvidos em outros serviços populares, como Twitter, Facebook e Skype. Mas a falta de alguma ferramenta exclusiva coloca em xeque seu sucesso. Por ora, não há motivos reais que incentivem o usuário a migrar para o Google+.

A grande aposta é dar maior relevância a um assunto aparentemente relegado a segundo plano no Facebook: o controle da privacidade pelo usuário. No Google+, o usuário é convidado a escolher, a cada postagem, com quem vai compartilhar as informações (ou seja, escolher o círculo com quem vai falar). Recurso semelhante até existe no Facebook, com o nome de Grupos, mas tem pouca visibilidade. No Google+, é o contrário: a visibilidade é total. Mas ainda parece pouco para esvaziar a rede de Mark Zuckerberg.

O apelo visual do Google+ é algo sem precedentes na história da empresa: apesar de contar com uma única versão, em inglês, o serviço é intuitivo e prático. A barra superior exibe notificações (imagem abaixo), reforçando a ideia de que se trata uma rede dinâmica – e recheada de amigos, claro.

O projeto acerta ao repetir recursos de sucesso Twitter, Facebook e Skype, adquirido recentemente pela Microsoft. Não por acaso, a função Stream guarda semelhanças com a linha do tempo (timeline) do Twitter – replicada, por sua vez, na atual estrutura do Facebook chamada Feed de notícias (lista de atualizações dos amigos).

A barra lateral à esquerda, que apresenta os grupos (chamados de Circles), é idêntica à da rede de Zuckerberg. O Hangout, por sua vez, recurso que permite realizar videoconferências com até dez pessoas, é a aposta do Google frente ao modelo pago apresentado no Skype.

Talvez aqui seja possível apontar os rivais do novo projeto da gigante de buscas: Facebook e Microsoft – parceiros em vários projetos, por sinal. O Google+ é a ferramenta mais eficiente e intuitiva para compartilhar documentos e arquivos com diferentes grupos de trabalho.

Qualquer semelhança ao Facebook é mera coincidência

Facebook aproveitou o recurso de linha do tempo do Twitter para se renovar

A lista de problemas, no entanto, é grande. Até o momento, o Google não disponibilizou URLs customizáveis, artifício que permite ao usuário buscar de forma mais eficiente outro cadastrado na rede. Twitter e Facebook usam o recurso: para buscar VEJA nas redes, fica fácil:http://facebook.com/veja e http://twitter.com/veja.

A decisão de manter suas APIs fechadas é outro ponto negativo. Uma vez públicas, essa interfaces de programação poderiam ajudar desenvolvedores independentes a criar serviços úteis atrelados ao Google+: é um convite para mais usuários. Especula-se que a API aberta ajudou a catapultar o Facebook ao posto de maior rede social do planeta. A estratégia permite que o site se renove à medida que programadores e empresas independentes criam jogos, enquetes e outras aplicações de interação que atraem usuários.

É difícil vaticinar se o novo projeto da gigante de buscas irá arrancar usuários do Facebook, Twitter ou Orkut. Mas uma coisa é clara: por enquanto, o Google+ não tem a isca para atraí-los. Falta um plus ao Google+.

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